Esqueça tudo. Pense nisso: surrupiaram recursos da Educação
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Uma característica curiosa do condomínio que desgoverna o Estado se
observa no Palácio da Redenção. O corrupto está sempre nos outros
prédios, mas bem próximo do governador Ricardo Coutinho (PSB).
Aconteceu algo diferente na Secretaria de Educação. O governador deu um
chute no “bumbum” do então secretário Fernando Abath. Trouxe da
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) o professor Afonso Scocuglia para
o lugar de Abath.
Portanto, Scocuglia é apadrinhado do governador socialista. Foi ele que
supostamente superfaturou kits escolares, adquiridos por um valor sete
vezes maior dos valores pagos ao governo de São Paulo. A denúncia veio à
boca do palco através do advogado Gilvan Freire.
Em sua coluna, Gilvan denunciou o sobpreço. O malfeito ganhou a rua e
merece uma reação da população. É que ninguém ver nenhuma ação do
Judiciário, do Ministério Público ou da Ordem dos Advogados do Brasil,
seccional da Paraíba.
A cabeça de Scocuglia foi à badeja até então ninguém sabia por quê!
Agora, tudo está sabendo. O governador Ricardo o tirou da secretária de
uma hora para outra, mas nomeou-o assessor do governo.
Esperto, não quis perder Scocuglia de vista. Segundo o advogado Gilvan Freire, ex-deputado, o ex-secretário está endinheirado.
Com a cabeça apartada do corpo, Scocuglia pode ter enxergado que poderia
entrar na jaula do leão. Seu padrinho não teve coragem e trouxe para
próximo de si. Como quem diz assim: “estamos todos em casa, no mesmo
barco...”.
O malfeito tem explicação pra tudo. Eis a versão de Scocuglia:
“Em primeiro lugar, os kits escolares em tela não são similares aos
adquiridos pela Secretaria de Educação de São Paulo. Tem muitas
diferenças e foram adquiridos para as especificidades e singularidades
da rede estadual paraibana. Tem diferenças de qualidade de cada item e
de quantidade que, infelizmente, a matéria não contempla. Além disso,
existem inúmeros tipos de kits que respeitam sempre às singularidades
dos alunos de cada uma das 12 séries que compõem da educação básica!
Obviamente, o Sr. Sabe que existem muitos tipos de mochilas, de
cadernos, de lápis, de tesouras, enfim, existe uma imensa variedade na
qualidade e na quantidade dos ítens que podem compor um kit escolar.
Quando elencamos o preço de uma caixa de lápis, por exemplo, precisamos
saber de que marca são os lápis, quantos existem em cada caixa, quais
são os usos previstos para os mesmos, qual a garantia da sua
durabilidade etc. Do mesmo modo, procedemos para todas as dezenas de
itens diferentes recebidos por cada aluno das diferentes séries
escolares. Até a “costumização” dos ítens de cada um dos tipos
diferentes de kits escolares influencia os respectivos preços.
Em segundo lugar, no nosso caso, o preço final inclui o armazenamento
dos materiais dos kits, sua confecção enquanto kit, as respectivas
embalagens, o transporte e a entrega dos mesmos, um a um, em cada uma
das 1036 escolas dos 223 municípios da Paraíba.
Por outro lado, enquanto a nossa Secretaria adquiriu aproximadamente
200.000 kits a de São Paulo adquiriu 4.500.000 kits, ou seja, comprou
22,5 vezes a mais. Obviamente este fato, além das muitas diferenças de
quantidade e qualidade de cada item, provoca redução no preço total.
Considere-se, ainda, como a sua matéria reproduziu, que o preço real do
kit paulista é R$115,00. Isso sem considerar transporte, armazenamento e
confecção como foi o nosso caso.
Ademais, todo o processo formal de aquisição foi realizado na mais
estrita observância dos preceitos legais inerentes à administração
pública, de acordo com as exigências dos órgãos controladores internos e
externos ao Governo do Estado.
Lamento o fato de não sermos ouvidos para esclarecer esta falsa denúncia
que nos parece gerada por pessoas que foram contrariadas pela forma
absolutamente criteriosa e honesta pela qual sempre tratamos os bens
públicos na gestão da Secretaria de Educação. Lamento também a pressa
com que a matéria foi produzida sem que houvesse tempo para maiores
averiguações. Tal procedimento corre sempre o risco, como o caso em
tela, de falsear a verdade e reproduzir interesses inescrupulosos de
alguns empresários e comerciantes contrariados pela nossa lisura.”
Fonte: Blog do Marconi Ferreira
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